
Se eu quiser falar com Deus
Gilberto Gil
Se eu quiser falar com Deus Tenho que ficar a sós Tenho que apagar a luz Tenho que calar a voz Tenho que encontrar a paz Tenho que folgar os nós Dos sapatos, da gravata Dos desejos, dos receios Tenho que esquecer a data Tenho que perder a conta Tenho que ter mãos vazias Ter a alma e o corpo nus Se eu quiser falar com Deus Tenho que aceitar a dor Tenho que comer o pão Que o diabo amassou Tenho que virar um cão Tenho que lamber o chão Dos palácios, dos castelos Suntuosos do meu sonho Tenho que me ver tristonho Tenho que me achar medonho E apesar de um mal tamanho Alegrar meu coração Se eu quiser falar com Deus Tenho que me aventurar Tenho que subir aos céus Sem cordas pra segurar Tenho que dizer adeus Dar as costas, caminhar Decidido, pela estrada Que ao findar vai dar em nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Do que eu pensava encontrar Se eu quiser falar com Deus

foto minha
A música cantada de Elis me deixa em suspenso.
O pólen crava na pele sensível. Na cal duro cai sem temer a uniformidade. Nada perene... A saliva jorrada dentro dos elementos traz a cor tonal. Nos estreitos secos enxarcados de um sentimento de nada.
A mão enxerga o nódulo na cal, os olhos sofrem da morte das células. incisiva,a alergia crítica faz seu papel de transferir os sentidos.
Sentado na cadeira de rodas, a vida se mistura com um metal, alongando o corpo, modificando além de toda uma sensação de vida.
vale o que será,
na morte densa e rápida dos sentidos. grito. revôo.recrio a dor.
como será o momento de uma morte requerida... Devaneio cristalino...
Gemas – estrelas da terra.
afonso alves
Escrito por Afonso H. Rodrigues Alves às 00h49
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